Gestor analisando gráficos de custos fixos e variáveis em um escritório moderno

Custos fixos vs variáveis: 6 dicas práticas para controlar gastos

Entender a diferença entre custos fixos e variáveis foi um divisor de águas para mim quando comecei a cuidar das finanças de empresas. Já vi, na prática, negócios crescerem e outros quebrarem por conta da falta de clareza sobre onde estão seus gastos e como controlá-los. Por isso, quero compartilhar o que aprendi ao longo dos anos, para ajudar a tornar a gestão financeira mais simples e assertiva.

O que são custos fixos e variáveis?

Custos fixos são aqueles que permanecem iguais independentemente do volume de vendas, produção ou receitas da empresa. Exemplos clássicos incluem aluguel, salários administrativos, serviços de internet, telefone e licenças de softwares. Não importa se a empresa vendeu muito ou pouco: esses custos estarão presentes, mês após mês.

Já os custos variáveis mudam conforme a atividade da empresa. Quando a produção aumenta ou as vendas aceleram, esses custos também crescem. Eles incluem matéria-prima, comissões por vendas, embalagens, energia elétrica (quando varia pelo uso), fretes atrelados a vendas e custos diretos com mercadorias.

Custo fixo é previsível;Custo variável acompanha o ritmo do negócio.

Um estudo publicado na Revista de Administração da USP mostrou que indústrias de manufatura costumam ter uma proporção de custos variáveis maior do que empresas prestadoras de serviço. Esse dado é fundamental para quem pretende avaliar risco operacional e saber como pequenas mudanças de receita afetam o lucro.

Mapeando os custos da empresa

Anos atrás, aprendi que listar os custos é o primeiro passo para ter clareza sobre as finanças, e recomendo essa rotina a todos os gestores. O mapeamento começa organizando uma lista de todas as despesas mensais, independentemente do valor. Em seguida, cada despesa deve ser classificada como fixa ou variável:

  • Fixos: aluguel da sede, salários administrativos, serviços de contabilidade, taxas bancárias, licenças de softwares.
  • Variáveis: energia elétrica (quando oscila conforme uso), embalagens, matéria-prima, comissões de vendas, fretes das entregas aos clientes.

Essa relação precisa de revisão frequente, pois contratos mudam e o negócio evolui. Vi empresas que, só de revisar contratos e ajustar serviços contratados, conseguiram economizar um valor significativo em poucas semanas, liberando recursos para investir em melhorias.

Caso queira se aprofundar no tema e aprender como organizar todas essas despesas, recomendo o artigo como montar e usar um plano de contas contábil, que trago como leitura complementar fundamental.

Quadro branco com post-its coloridos organizando custos fixos e variáveis

Exemplos práticos do dia a dia

Em uma consultoria a uma loja de roupas que acompanhei, ficou claro como separar custos dá mais poder à gestão. Quando todos os custos estavam misturados, a margem de lucro nunca batia. Mas, após separar cada gasto, a negociação com fornecedores ficou mais inteligente e o investimento em melhorias foi possível sem medo.

  • Aluguel do ponto comercial: custo fixo, independente do movimento na loja.
  • Salário do gerente: fixo, salvo se houver comissão variável.
  • Embalagens para presente: custo variável, acompanha as vendas no mês.
  • Energia elétrica: pode ser fixo ou variável. Se o gasto oscila muito durante grandes promoções, classifique como variável.
  • Compra de mercadorias: variável, já que só ocorre ao repor ou expandir estoque.

Ao detalhar, ficou muito mais fácil enxergar onde os excessos estavam e como agir para melhorar o desempenho.

Benefícios de controlar os custos

Quando comecei a aplicar uma gestão consciente de custos, percebi resultados rápidos:

  • Economia e redução de desperdícios: gastos desnecessários caem drasticamente, melhorando o caixa.
  • Previsibilidade financeira: saber o valor dos custos fixos mensalmente facilita o planejamento.
  • Mais segurança na hora de investir ou renegociar contratos;
  • Crescimento do negócio de forma ordenada, sem surpresas de última hora.

Tenho um exemplo que sempre compartilho. Uma loja de cosméticos renegociou contratos com fornecedores e reduziu suas despesas em 15%. Resultado: conseguiu criar um fundo para pequenas obras na loja, melhorando muito a experiência dos clientes.

Esses benefícios também são destacados por estudos econômicos sobre custos de ajuste de investimentos, mostrando que mensurar e revisar os custos periodicamente aumenta a saúde financeira e até o valor de mercado das empresas.

6 dicas práticas para controlar custos

  1. Mapeie todos os custos com frequência: Em minha experiência, usar planilhas ou sistemas de gestão, como o Singem da Conquest Sistemas, facilita muito esse trabalho. O importante é manter um histórico para revisões e comparações.
  2. Revise contratos e negocie com fornecedores: Nada é eterno no mundo dos negócios. Bons resultados surgem para quem revisa contratos de aluguel, telefonia, fornecedores e serviços com frequência.
  3. Automatize processos administrativos: Deixar tarefas repetitivas para sistemas de gestão integrada reduz falhas e libera tempo para o que realmente importa. A automação permite acompanhar entradas e saídas em tempo real, consultando tudo em um só lugar e otimizando recursos.
  4. Defina metas claras de redução de despesas e envolva o time: Compartilhar objetivos com a equipe transforma o clima e faz todos buscarem resultados práticos no dia a dia.
  5. Monitore indicadores de desempenho: Relatórios regulares de receitas, despesas e lucros mostram o que está dando certo e onde ajustar o rumo. O uso de ferramentas específicas, como DRE, ajuda a deixar esses números claros e prontos para análise.
  6. Invista em capacitação e tecnologia: Treinar o time nas novidades e ferramentas digitais transforma o controle financeiro e reduz retrabalho, como já presenciei em escritórios de contabilidade que eliminaram etapas manuais apenas adotando sistemas integrados.

O papel da tecnologia na gestão de custos

Me impressiono até hoje como um ERP, quando bem implantado, faz diferença em todos esses pontos. No caso do Singem, que conheço de perto, é possível:

  • Centralizar informações financeiras e de estoque;
  • Automatizar lançamentos e pagamentos (evitando esquecimentos e multas);
  • Integrar setores de vendas, compras, estoque e financeiro, eliminando retrabalho;
  • Gerar relatórios que servem de base para decisões estratégicas;
  • Facilitar a comunicação entre empresa e contador, mantendo tudo organizado;
  • Proteger dados e informações críticas do negócio.

Com tecnologia, o controle de custos deixa de ser um problema e vira uma vantagem competitiva.

Saiba como a gestão financeira integrada pode transformar o dia a dia das PMEs.

Equipe analisando dashboards financeiros em tela de ERP

Casos reais de quem cresceu controlando custos

  • Uma loja de cosméticos renegociou contratos, reduziu as despesas em 15% e investiu em marketing local, conseguindo atrair mais clientes.
  • Um escritório de contabilidade eliminou retrabalho com automação, acelerando a entrega dos seus relatórios e diminuindo erros nas apurações fiscais.
  • Uma fábrica de alimentos aumentou sua margem ao monitorar de perto os processos produtivos, ajustando compras de insumos conforme a demanda real.

Negócios que controlam custos crescem com base firme.

Implementar esse processo é simples quando o gestor entende que o objetivo não é apenas cortar, mas desenhar um caminho sólido de crescimento.

Conclusão

Construir um controle de custos eficiente garante organização, oportunidades e crescimento planejado. Usar tecnologia, como um ERP que conecta todas as áreas da empresa, traz clareza, reduz desperdícios e faz tudo ser mais transparente. Assim, sobra tempo e recursos para o empreendedor pensar no futuro.

Quer transformar sua gestão? Conheça a solução Singem da Conquest Sistemas, que une tudo em um só lugar e potencializa o crescimento do seu negócio!

Perguntas frequentes sobre custos fixos e variáveis

O que são custos fixos e variáveis?

Custos fixos são aqueles que permanecem constantes mesmo com variação no volume de vendas ou produção, como aluguel e salários administrativos. Custos variáveis oscilam de acordo com o nível de atividade da empresa, como matéria-prima, embalagens e comissões.

Como diferenciar custos fixos de variáveis?

Analisando a relação de cada despesa com a atividade principal do negócio. Se ela ocorre independentemente do quanto se vende ou produz, é fixa. Se aumenta ou diminui conforme vendas, é variável. Materiais para produção, comissões e energia que oscila pelo uso são exemplos de variáveis.

Como controlar gastos na empresa?

É preciso mapear todas as despesas, classificar entre fixas e variáveis, revisar contratos periodicamente, buscar automação e investir em relatórios para acompanhar indicadores. O uso de um ERP, como o Singem, pode apoiar todo esse processo e evitar erros comuns.

Quais dicas para reduzir custos variáveis?

Negociar com fornecedores, reavaliar embalagens, buscar condições melhores de frete, otimizar o uso de insumos e treinar a equipe para evitar desperdício estão entre as principais dicas que já vi darem resultado rápido.

Vale a pena cortar custos fixos?

Sim, desde que o corte não prejudique operações essenciais. Renegociar contratos, buscar espaços mais adequados ou revisar salários são exemplos. O importante é garantir que o funcionamento do negócio siga saudável, sem comprometer qualidade ou produtividade.

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